Scalinata di Spagna. Bairro Tridente. Villa Borguese. Terrazza de Pincio e Piazza Del Popolo (ops, desta nao postamos foto!). Museus Capitolinos.
domingo, 4 de abril de 2010
Pioggia e Ombrellone
Chuva o dia inteiro e muito frio. Mas nem isso espantou os italianos (e gringos corajosos) das gelaterias. Dispensamos o nosso por hoje. So por hoje. Saimos pelas ruas com um guarda chuva comprado de um dos milhares de indianos que brotam do chao, quando menos se espera: “umbrrrrela! 5 euros”. Alias, eles são muito figuras. Ontem a noite, fiquei conversando com um funcionario do hostel na cozinha, enquanto ele preparava seu “rrrrice” (arroz) com a musica indiana no talo. Pedi a ele para me ensinar a dancar (como no filme Quem quer ser um Milionario), foi incrivel. Shabul é de Bangladesh, deixou seus dois filhos lá, há oito anos, para tentar ganhar um troco na Italia. Ele me disse que eu tenho tracos de indiana e que faria sucesso lá se fosse da cor dele. Mais tarde, Felipe tomou um susto, enquanto ia ao banheiro (fica fora do quarto): o parente de Shabul, Panu, fica na recepcao de madrugada. Ele havia armado sua cama de dormir bem no meio da entrada do hostel e, sobre ela, fazia uma especie de oraçao muçulmana, passando as maos no corpo e para o alto. São tantas historias, que chego a ficar tensa por não conseguir registrar no papel ou no blog: e se a nossa memoria nos trair? Adoro a interacao com pessoas de outras culturas, ouvir tantos idiomas na fila de uma atracao turistica, passear entre gente de aspectos fisicos diferentes... E tenho inventado de puxar conversa com qualquer um. Enquanto almocavamos num restaurante hoje, por exemplo, me ofereci para ajudar uma chinesa sozinha que não conseguia entender o cardapio para pedir uma “pasta” ao garçom. Parei um senhor italiano para perguntar como chegava ao Museu Capitolino (mesmo sabendo o caminho), so para ouvi-lo “parlando”. Ah, conto mais assim que der. Estamos sem internet no hostel, apesar do netbook aqui. Fotos fresquinhas.
Scalinata di Spagna. Bairro Tridente. Villa Borguese. Terrazza de Pincio e Piazza Del Popolo (ops, desta nao postamos foto!). Museus Capitolinos.
Scalinata di Spagna. Bairro Tridente. Villa Borguese. Terrazza de Pincio e Piazza Del Popolo (ops, desta nao postamos foto!). Museus Capitolinos.
sábado, 3 de abril de 2010
Brasilianos
Queridos, adoramos todos os comentarios - pena que nao da tempo de responder cada um.
Para comer tanto panini, pasta, pizza, torta de la nona, vino rosso... continuamos caminhando demais. Da esquerda para direita, o nosso roteiro de hoje:
Circo Massimo. Caminhada no Gueto Judaico. Isola Tiberina (ilha). Cruzeiro no Rio Tibre. Margens do Tibre. Bairro Travestere. Campo de Fiori. Piazza Navonna. E mais uns dez lugares, entre vielas, igrejas, pracas, smarts e vespas... Ah, e a Fontana de Trevi (ontem).
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Primeiras pernadas em solo romano
Andamos mais de 10km hoje, saindo da estacao termini, onde fica nosso hostel, foram 30 minutos ate o coliseu. Estas primeiras fotos sao da Via Cavour.
E encontramos uma Belinha italiana, bella!!! Os donos delas, da Sicilia, nao entenderam absolutamente nada do que eu disse em ingles, perguntando se poderia fotografa-la...
A foto classica, com Coliseu ao fundo. E os estelionatarios, bancando de gladiadores. Pagamos 5 euros so pra fazer essa gracinha. Comentem, pelo menos... rsrs
Romanticos, entre as ruinas dono Monte Palatino.
Vista inacreditavel do Forum Romano.
Vitoriano. Onde a Nath tomou um tombo ridiculo, e ainda se recupera das dores nas nadegas - ok, ela esta bem.
Fina, nas ruas de Roma, com metro de superficie...
Interior do Pantheon. Tomamos o melhor sorvete da face da terra por ali. Serio. Serio MESMO.
Ainda teve Fontana de Trevi, mas a foto ficou em outra maquina e a lan house esta fechando por aqui, meia noite e meia...
Estamos exaustos, mas mto felizes. Minha mala chegou ao hostel nesta tarde, gracas a fofa da indiana da nossa recepcao!!! Beijooooosss
Desculpem a formatacao horrivel, nao conseguimos arrumar por aqui e o teclado esta desconfigurado.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Vivos em Roma - e com uma mala a menos
Nas 13 horas de voo para Amsterda, mal conseguimos dormir. Entre um cochilo e outro, nao deve ter dado tres horas de descanso. Poltronas economizam no conforto. Chegamos ao aeroporto de Shiphol e mal deu tempo de engolir um enroladinho de salsicha esquisitissimo (com gosto de tempero de miojo): corremos para embarcar para Roma. Voces ainda deviam estar enrolando na cama, mas la ja eram 13h50. Levamos mais duas horas e meia nesse segundo trecho. Felipe conseguiu capotar e eu fiquei conversando com uma simpatica vovo holandesa (que, ao descobrir minha nacionalidade, nao parava de elogiar as cataratas do iguaçu). O marido dela comentou que ficou espantado com a quantidade de japoneses em sua ida a sp - e lhe contei que o avo de felipe esta entre esses imigrantes. Queridos pais, vejam so como estou boa em premoniçao. O que foi que eu disse, minutos antes de embarcar? Exatamente: o unico medo era que a mala fosse extraviada. Adivinhem o que aconteceu em Roma? A mala do Fe foi a segunda a rolar pela esteira: otimo! Ficamos mais uma hora la, na expectativa, ate que nos demos conta de que a minha bagagem seguiu outro destino. A minha e a de um holandes, que visitaria o Papa (serio!) e estava preocupadissimo porque seu traje a rigor havia se perdido. Fiquem tranquilos: fomos no atendimentos aos passageiros, preenchemos formularios e demos o endereço do hostel em que estamos. Eles disseram que em ate 48h entregariam a mala, ja localizada em Amsterda. Mae, sorte que voce insistiu para que eu trouxesse um jeans e uma malha a mais na bolsa de mao. Esta um frio danado aqui (em Amsterda nevou hoje de manha), deixamos nossas coisas no quarto (bem pobrezinho, coitado - e de nos tbm) e estamos escrevendo de uma lan house ao lado do hostel. Dois indianos nos atendem. Como aqui tambem funciona uma lavanderia, os computadores dividem espaço com maquinas de lavar. Bizarro! Bom, agora que voces tem esse sinal de vida, vamos andar pelos arredores atras de uma boa pizza. E de um sabonete - a asa do Fe venceu e contavamos com as unidades que eu trazia na mala... Beijos!
obs: mae, liga para a familia do fe. e provavel que eles demorem para ler o blog e estejam preocupados :)
quinta-feira, 18 de março de 2010
Moleskine
Ela me estendeu um pacotinho colorido, enquanto eu me despedia da redação. Disse que eu precisava ter um desses à mão na minha primeira viagem - e nas outras também. Era um Moleskine: caderninho preto, usado por gente como Picasso e Hemingway. Lugar onde as ideias começam a germinar, livres de censura, em rabiscos que parecem desprovidos de sentido. Fiquei encantada com a gentileza. Alguém poderia dizer que a "chefa" esava dando uma indireta, algo como "trate de não enferrujar".É verdade que esta repórter precisa urgentemente descansar da escrita. Dessa obrigatória, ofício, com número de toques contados para caber na página. Mas não é genial que sua jovem editora tenha a sensibilidade de perceber que as palavras de descoberta, assim como as muitas histórias dos próximos trinta dias, merecem um espaço para serem registradas? Ao me entregar essas páginas em branco, despidas de linhas, Camila me incentiva a fazer o que mais gosto, tirando toda e qualquer restrição cotidiana. Por isso, não há como apontar a caneta ali sem lembrar que estou de férias. Embarco amanhã, doida para forrar de letras cada centímetro.
Nath.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Notification. Ou como uma "low cost" pode fuder a sua vida
O email da Ryan Air:
"Gostaríamos de avisar que ocorreu uma mudança no horário de seu vôo de Roma para Barcelona em 07/04/2010. Veja os detalhes abaixo.
Reserva anterior - Saída às 09:25; chegada às 11:05
Alteração - Saída às 06:35; chegada às 08:15"
"Gostaríamos de avisar que ocorreu uma mudança no horário de seu vôo de Roma para Barcelona em 07/04/2010. Veja os detalhes abaixo.
Reserva anterior - Saída às 09:25; chegada às 11:05
Alteração - Saída às 06:35; chegada às 08:15"

Ryan Air, muito obrigada. Será bem tranquilo acordar às 3h e deixar o hostel com um avantajado mochilão nas costas para dormir num banco de aeroporto. Também não vejo problema em ficar num ponto de ônibus na madrugada com essa cara de turista de primeira viagem, considerando que o metrô estará fechado nesse período e uma corrida de táxi custaria, pelo menos, 60 euros. Ah, verdade: eu paguei 15 pelo voo. Tá, notification registrada. O perrengue deve render histórias depois, não?
quinta-feira, 4 de março de 2010
Roteiristas: metódico e controladora

No ponto de ônibus, uma amiga de redação pergunta o que falta agora, a um mês da viagem. Faço um check list mental.
Passagens: ok. Reservas em cinco hostels: ok. Seguro viagem e documentação: ok. Poupança: ok. Cartão de crédito internacional: ok. Mochilão com rodinha e roupas para o frio: ok. (...)
Respondo, com angústia de roer as unhas, que uma das coisas mais importantes ainda não foi resolvida. O roteiro. Ela desenha um sorriso. Não acho engraçado, mas estico os lábios por educação.
Um metódico e uma controladora viajando pela primeira vez para o outro lado do mundo sem mapa das cidades e do metrô, cronograma de atividades com data/horário/instruções para chegar e sair do local, quantidade de comida a ser ingerida por dia, planilha de gastos, guias sublinhados e anotações de amigos???
Desde novembro, quando compramos passagens, me comprometi a estudar a geografia, a história, o idioma, os costumes, as últimas notícias, absolutamente TUDO sobre cada um dos países. Queria conhecer bem para otimizar nosso tempo por lá. Estrategista. Cinco meses se passaram, a vida me atropelou e/ou fiquei com preguiça. No arquivo do Word, debaixo do título "roteiro" há uma infinidade de páginas em branco.
E pergunto a você, leitor: melhor planejar a viagem ou escrevê-la enquanto ela acontece?
Pouco antes de o ônibus estacionar, essa minha amiga encerrou a conversa (e, sem querer, me disse mais do que pode parecer):
- Nath, relaxa. Se perder também é incrível. Você vai descobrir muito mais nesses momentos.
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